Ei Você, é Hora de Pregar (parte1)

18/08/2012 14:43

Por Gerson Luiz G. de Lima
Comunidade Evangélica Restauração & Vida
 

O escritor Robert Sauce em seu livro SANTIFICAÇÃO, editora Vida, menciona a história da abolição da escravatura nos E.U.A. em 18/12/1865 com a famosa décima terceira emenda. Muitos escravos sequer entenderam o que foi promulgado, muitos outros preferiram continuar escravos, outros foram "enrolados", e outros tantos morreram sem sequer experimentar a liberade. Passaram-se décadas e tinha negros que não sabiam que eram livres. Seus opressores tratavam de tentar subjugá-los com pressões. No Brasil a escravatura foi abolida em 13/05/1888, mas os efeitos foram similares.

 

Para muitos escravos a abolição foi algo posicional mas não prático, como se diz em matéria de Direito: eles estavam livres de direito, mas não de fato. Para si mesmos eles não estavam escravos... eles eram escravos. Não tinham sequer uma lembrança do que fosse liberdade.

 

Jesus Cristo, trouxe nossa Abolição da escravatura do pecado, da morte e do juízo a quase dois mil anos atrás. Ele veio para tivésemos vida e vida em abundância (João 10:10). Veio cumprir a lei por nós, que dizia "maldito de Deus todo aquele que morrer no madeiro" (Deuteronômio 21:22-23). 

Em Isaías 53:6 lemos que"...mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos". De fato, aquele homem Jesus, o Filho de Deus, era o próprio Deus fazendo o que não podíamos fazer por nós mesmos - TRAZER SALVAÇÃO. O apóstolo Paulo nos diz isso dessa maneira: "...Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo...".

 

Mas, tal como os algozes senhores dos escravos, o diabo tem feito de tudo para que a humanidade não perceba que Cristo Jesus veio trazer-lhes abundante vida. É nosso dever de proclamar a humanidade a verdade de Cristo. 

 

Imagine esta cena. O senhor e seus feitores numa fazenda qualquer subjugando os escravos, mas a notícia da abolição vazou e ele tenta contornar dizendo: "Não é bem assim, a lei diz que vocês vão ser livres um dia. Não será agora. É algo que ainda vai acontecer. Blá, blá, blá". Mas então eles ouvem gritos e brados felizes vindos de fazendas vizinhas e não demora muito para contemplarem centenas de escravos passando por ali bradando "livres, enfim, livres". Os algozes já não podiam mais enganá-los, e nem detê-los.

 

Jesus disse: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:32 e 36).

 

Cumpre-nos levar a humanidade ao conhecimento da graça salvadora de nosso Senhor Jesus Cristo. Pelo amor às almas, levemos aos povos essa mensagem gloriosa.

 

É sabido que uma coisa foi os escravos terem sidos "libertados", outra foi conquistarem sua cidadania. Mas os paralelos entre a abolição dos escravos e a Salvação de Nosso Deus acabam aqui. Deus nos dá a salvação e nos torna cidadãos do Seu reino glorioso, conforme Paulo escreveu aos Efésios 2:19: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus".

 

O apóstolo Pedro também disse isso de maneira magnifica em 1 Pedro 2:8-9: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia".

 

E não podia faltar uma Palavra assim do apóstolo amado - João, no livro de Apocalipse 1:6: "E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém".

 

O nosso inimigo tem tentado dissimular a mensagem (Mateus 13:25-43) e reduzí-la a nichos religiosos. Tiago informa-nos que a religião não é ruim em si mesma. Mas é certo que a religiosidade (na realidade o termo deveria ser religiosismo, que não é reconhecido nos dicionários), tem impedido o acesso ao reino. Esse problema tem feito que muita gente na igreja seja pedra de tropeço ao invés de pedra de passagem. 

 

Como Jesus disse aos fariseus em Mateus 23:13: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando". 

Nota-se hoje em dia, novas formas de religiosidade e cristianismo frio. O cristão quer seus direitos: direito de prosperar, de se divertir, de triunfar. Nada disso é errado dentro da medida dos princípios bíblicos, mas Paulo pensava mais era sobre seus deveres: "ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16). Parece que a Igreja daquela época pensava assim. Quando lemos as narativas da grande comissão nos Evangelhos impressiona-nos a conjugação no Imperativo afirmativo: "IDE" (Mateus 28:19). Isso é uma ordem e não um pedido.

 

As pessoas estãos morrendo no erro, no pecado e sem salvação. Precisamos levar a mensagem gloriosa, a mensagem de redenção, pois Jesus disse "que em seu nome se pregasse o arrependimento a todas as nações" (Lucas 24:47).

 

Creia nas palavras do Evangelho. Creia e pregue, pois "... Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo" (1 João 3:8). #


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